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Espero que ele lhe compre flores, que ele segure sua mão. Que lhe dê todas as suas horas quando tiver a chance. Que leve você a todas as festas porque eu me lembro, de quanto você amava dançar. Que faça todas as coisas que eu deveria ter feito, quando eu era o seu homem.

— Bruno Mars.

E mediante a tantas diversidades, fugas e tentativas de entender a fundo a palavra de tantos extraordinários autores procuro abrir todas as janelas da minha alma, me libertando de conceitos já esculturados - muitos deles por mim mesma, desvendando os segredos da palavra cravada em determinada composição autoral. É como infiltrar no momento exato da escrita, o nascimento da palavra com significado e intenção, tão íntimo do autor. E incrivelmente, em contra partida a esse segundo de descoberta, calado e calmo, me sinto em ebulição, sou centenas de moléculas à procura de sua própria existência.

— Elisa Bartlett

Quer saber? Te amo. Te amo de um jeito que eu tento explicar e não sei. Palavra fica presa. Engasgo, afogo e uso palavras pela metade. Na hora H sempre falta uma vogal. Mas quer, de novo, saber? Meu coração nunca foi pela metade: sempre foi-inteirinho-seu.

—  Clarissa Corrêa.   

De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calado um tempo enorme.

— Caio Fernando Abreu.  

Como mocinha romântica que sou, ainda que disfarçada de macho cínico, sempre achei o amor a coisa mais importante dos quatro cantos do universo.

— Tati Bernardi.  

Você lê e sofre. Você lê e ri. Você lê e engasga. Você lê e tem arrepios. Você lê, e sua vida vai se misturando no que está sendo lido.

— Caio F. Abreu. 

Sobre despedidas, não sei muito mais que você. Só que doem. E deixam buracos intermináveis. E cegam. E emudecem. E paralisam. E findam. Sobre despedidas, só sei o que me contaram: que deixam cicatrizes nos pés e nas mãos, que deixam a garganta seca e o sorriso travado. Sobre despedidas, eu sei de mim. E de minha mãe. E de meu pai. E da minha angústia toda, fugindo pra dentro do quarto e me trancando no escuro, detrás do guarda-roupa. Intragável, intragável, intragável: sobre despedidas, sei que não passam na garganta. Não entram na mente. Não cruzam visões de quem se recusa a ver que é o fim e não a paz, o que espera na frente de casa. É o fim, meu amor — o nosso fim.

— Circos

Se você sabe conviver com pessoas intempestivas, emotivas, vulneráveis, amáveis, que explodem na emoção: acolha-me

— Clarisse Lispector  (via solenista)